Na última sexta-feira (28/01/2011) estive presente no Dia D do ato contra aumento das Passagens, em frente à Assembléia Legislativa do Espírito Santo (ALES). O impacto da manifestação já era bastante interessante, várias viaturas policiais e a mídia local todas a postos para intervir nos possíveis problemas.
Porém, aquilo que poderia ser uma manifestação pacífica e sem maiores prejuízos teve seu momento inoportuno. Após a recusa de permissão de entrada na ALES para todos os estudantes (apenas 04 seriam liberados) eles tentaram invadir a localidade, obrigando então a PM agir em defesa do Patrimônio Publico e evitar maiores danos, respondendo aquele ato de invasão com violência.
Não gostaria de entrar no mérito da permissão ou não da entrada de todos os estudantes, mas aquele velho ditado popular é bem claro, “violência só gera violência”, e como os estudantes tentaram uma invasão a PM foi obrigada a reagir.
Talvez a PM tenha agido errado, ou talvez não. Na minha sincera opinião, acho que estão certos, no mundo que vivemos a PM tem esse objetivo, fazer a segurança do patrimônio publico e privado. Nem sempre conseguem fazê-lo, mas dessa vez foi feito.
Mas o pior ainda estava por vim. Ouço de um estudante que a PM agiu sem motivo, sem explicação, algo até meio sem sentido, parecia que a PM estava cometendo um grave crime. E para quem não estava vendo o que aconteceu poderia até parecer verdade. Infelizmente um estudante foi detido nesse tumulto, mas foi solto alguns minutos depois.
Depois desse problema os estudantes resolveram parar de incomodar a ALES e a PM e incomodar quem realmente importa: a população (se você entendeu que esse não era o grande o ator a ser incomodado acho que você concorda um pouco comigo). Parando o trânsito em duas oportunidades. Uma durante 30 minutos e outra durante 20 minutos. Nesse momento pude comprovar: de fato todos os motoristas ficam buzinando, mas NENHUM DELES, repito, NENHUM DELES, buzinando de satisfação.
Reclamações, palavrões e outras coisas mais era o mais comum de ser visto nesses momentos pelos motoristas e usuários do transporte público. Alguns motoristas ainda questionavam com o pessoal da PM se eles não iriam agir e retirar os estudantes do meio da rua, mas a respostas parecia até treinada: “Não podemos, se encostarmos neles seremos Penalizados”. E assim continuavam a manifestação, com trânsito parado e inúmeras reclamações.
Posteriormente, os estudantes tentaram liberar o trânsito apenas para os ônibus (que não deu muito certo) numa nítida demonstração de preconceito, onde eles penalizavam os proprietários de carros (?), como se tivessem dizendo “Quem tem carro não é mais trabalhador”.
No meio disso tudo uma faixa muito pertinente: “Pelo direito de IR e VIR”. Isso, é claro, com trânsito parado! Parecia até aquelas piadas da Praça é Nossa. Reivindicar direitos, atrapalhando dos demais? Que credibilidade você está querendo passar?
Mas nem tudo foi ruim. Depois que liberaram o trânsito os estudantes promoveram um “roletasso” e liberaram as roletas! Idéia interessante. Que ao contrário de parar o trânsito deixa as pessoas mais felizes e apoiando o movimento!
Quase no fim da noite, eles tiveram outra idéia criativa e interessante, acampar na escadaria da ALES. A atitude inteligente teve êxito e saiu nos principais jornais locais (!). O mesmo está sendo feito nessa noite para o ATO na Posse dos Deputados amanhã (01/02/2011).
Em tempo, espero que o ATO de amanhã seja bem tranqüilo, sem parar o trânsito, sem baderna e sem violência.