Irei começar as postagens no blog, com um tema polêmico e que tenho necessidade de expor a minha opinião: o Movimento Estudantil da UFES.
O conceito de Movimento Estudantil não é algo fechado, mas segundo o Wikipedia, o movimento estudantil pode ser caracterizado como:
O movimento estudantil é um movimento social da área da educação, no qual os sujeitos são os próprios estudantes. Caracteriza-se por ser um movimento policlassista e constantemente renovado - já que o corpo discente se renova periodicamente nas intituições de ensino.
Nesse contexto, gostaria de trazer a tona a última manifestação desse “movimento estudantil”, o Ato Contra o Aumento das Passagens de Ônibus. Note, não sou contra a manifestação contra o aumento das passagens, inclusive acho de suma importância demonstrar para a sociedade o que pensa os alunos, mas sou contrário de como é feito essa manifestação.
Não vejo como sendo a melhor maneira de discutir/debater/questionar o aumento das passagens paralisando o trânsito numa das principais ruas da cidade, Reta da Penha e Fernando Ferrari (no caso de Vitória). Esse método, que eu diria suicida, só contribui para manter a imagem ruim que o movimento estudantil tem perante a sociedade.
Além disso, essa maneira de manifestação (paralisando o trânsito) não tem o efeito desejado, que é a adesão de novas pessoas ao movimento, mas muito pelo contrário, acaba afastando essas pessoas do Ato/Manifesto/Movimento e ainda conectam a imagem do Ato com um manifesto de pessoas desocupadas que contribui para a marginalização do movimento.
Além desses contras, temos que verificar a legitimidade do Movimento Estudantil para esses tipos de atos, afinal, segundo integrantes do próprio DCE da UFES, os atos tiveram a adesão de até 200 pessoas (no melhor dia, mais cheio de todos), isso significa nem 2% do total de alunos da UFES. Porém entre essas 200 pessoas, existem algumas de outros movimentos sociais, ou seja, esse percentual é ainda menor.
Isso me leva a duas ou três grandes questionamentos:
1. Ou os estudantes da UFES não concordam com o ATO contra as passagens;
2. Ou os estudantes não concordam como ele é feito.
O terceiro eu gostaria de deixar um pouco de “lado”, pois é um pouco mais radical, que é: os alunos não “estão nem aí”, para o que está acontecendo. Nesse ponto entraremos em outra argumentação, que é: Se eles não “estão nem aí”, então esse Movimento Estudantil é para quem? A resposta eu até posso ter, mas vai ficar para outra oportunidade.
Então, a pergunta que fica na no AR é seguinte: Como fazer esses tipos de ATO?