sábado, 5 de fevereiro de 2011

Brasil, brasil ou Brazil?

Fui indicado pelo @RodrigoLima27 para esse vídeo, e pergunto:

Como devemos ver o Brasil?

Com B maísculo de Brasil grande e forte.
Com b minísculo de brasil pequeno, fraco e medroso.
Ou com z, de Brazil que quer agradar ao grande mercado internacional.



segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

O Dia D contra o Aumento das Passagens (Vitória/ES)

Na última sexta-feira (28/01/2011) estive presente no Dia D do ato contra aumento das Passagens, em frente à Assembléia Legislativa do Espírito Santo (ALES). O impacto da manifestação já era bastante interessante, várias viaturas policiais e a mídia local todas a postos para intervir nos possíveis problemas.

Porém, aquilo que poderia ser uma manifestação pacífica e sem maiores prejuízos teve seu momento inoportuno. Após a recusa de permissão de entrada na ALES para todos os estudantes (apenas 04 seriam liberados) eles tentaram invadir a localidade, obrigando então a PM agir em defesa do Patrimônio Publico e evitar maiores danos, respondendo aquele ato de invasão com violência.

Não gostaria de entrar no mérito da permissão ou não da entrada de todos os estudantes, mas aquele velho ditado popular é bem claro, “violência só gera violência”, e como os estudantes tentaram uma invasão a PM foi obrigada a reagir.

Talvez a PM tenha agido errado, ou talvez não. Na minha sincera opinião, acho que estão certos, no mundo que vivemos a PM tem esse objetivo, fazer a segurança do patrimônio publico e privado. Nem sempre conseguem fazê-lo, mas dessa vez foi feito.

Mas o pior ainda estava por vim. Ouço de um estudante que a PM agiu sem motivo, sem explicação, algo até meio sem sentido, parecia que a PM estava cometendo um grave crime. E para quem não estava vendo o que aconteceu poderia até parecer verdade. Infelizmente um estudante foi detido nesse tumulto, mas foi solto alguns minutos depois.

Depois desse problema os estudantes resolveram parar de incomodar a ALES e a PM e incomodar quem realmente importa: a população (se você entendeu que esse não era o grande o ator a ser incomodado acho que você concorda um pouco comigo). Parando o trânsito em duas oportunidades. Uma durante 30 minutos e outra durante 20 minutos. Nesse momento pude comprovar: de fato todos os motoristas ficam buzinando, mas NENHUM DELES, repito, NENHUM DELES, buzinando de satisfação.

Reclamações, palavrões e outras coisas mais era o mais comum de ser visto nesses momentos pelos motoristas e usuários do transporte público. Alguns motoristas ainda questionavam com o pessoal da PM se eles não iriam agir e retirar os estudantes do meio da rua, mas a respostas parecia até treinada: “Não podemos, se encostarmos neles seremos Penalizados”. E assim continuavam a manifestação, com trânsito parado e inúmeras reclamações.

Posteriormente, os estudantes tentaram liberar o trânsito apenas para os ônibus (que não deu muito certo) numa nítida demonstração de preconceito, onde eles penalizavam os proprietários de carros (?), como se tivessem dizendo “Quem tem carro não é mais trabalhador”.

No meio disso tudo uma faixa muito pertinente: “Pelo direito de IR e VIR”. Isso, é claro, com trânsito parado! Parecia até aquelas piadas da Praça é Nossa. Reivindicar direitos, atrapalhando dos demais? Que credibilidade você está querendo passar?

Mas nem tudo foi ruim. Depois que liberaram o trânsito os estudantes promoveram um “roletasso” e liberaram as roletas! Idéia interessante. Que ao contrário de parar o trânsito deixa as pessoas mais felizes e apoiando o movimento!

Quase no fim da noite, eles tiveram outra idéia criativa e interessante, acampar na escadaria da ALES. A atitude inteligente teve êxito e saiu nos principais jornais locais (!). O mesmo está sendo feito nessa noite para o ATO na Posse dos Deputados amanhã (01/02/2011).

Em tempo, espero que o ATO de amanhã seja bem tranqüilo, sem parar o trânsito, sem baderna e sem violência.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

200 Países, 200 anos em 4 Minutos!

Hoje vou deixar um vídeo que vi no twitter para a reflexão.

Vale lembrar, que muitos dizem que o Capitalismo surgiu com a Primeira Revolução Industrial, na Inglaterra, em meados do Século XVIII.

O período do vídeo a seguir é um "pouco" depois, de 1810 à 2010.

Apesar dos dados superficiais, confirma a seguinte tese para mim: "cada um ver o que quer".

Ficando a pergunta, será o Capitalismo tão ruim?

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Movimento Estudantil e Movimento Empresa Júnior - semelhanças e diferenças

Visto a grande polêmica gerada no post anterior (Leia Aqui), resolvi escreve um mais ameno entre as semelhanças e diferenças dos principais Movimentos de Estudantes dentro de uma Universidade, o Movimento Estudantil e Movimento Empresa Júnior.

Primeiro irei fazer uma breve explicação dos dois movimentos:

1) Movimento Estudantil: é um movimento social da área da educação, no qual os sujeitos são os próprios estudantes. Caracteriza-se por um movimento policlassista e constantemente renovado – já que o corpo discente se renova periodicamente nas instituições de ensino. (WIKIPEDIA)

2) Movimento Empresa Júnior: As empresas juniores são constituídas pela união de alunos matriculados em cursos de graduação em instituições de ensino superior, organizados em uma associação civil com intuito de realizar projetos e serviços que contribuam para o desenvolvimento do país e formar profissionais capacitados e comprometidos com esse objetivo. (A.C.E. – Empresa Júnior)

Com os ponteiros preparados, vamos ao post propriamente dito.

Semelhanças:

Ambos os movimentos são formados por alunos e talvez essa seja a única ou uma das únicas semelhanças entre eles.

Vamos então as diferenças:

Começando pelo método de adesão. Enquanto nas empresas juniores existe um processo seletivo onde são avaliados alguns critérios, como pró-atividade, trabalho em equipe e empreendedorismo, o movimento estudantil o único critério necessário é querer participar (tudo bem que nem sempre é assim), mas todos têm seu espaço dentro do movimento.

Isso, sem dúvidas, é um ponto positivo para o Movimento Estudantil, mas ao mesmo tempo pode ser um ponto negativo também, e sabe por quê?

Porque diferente do Movimento Estudantil que parece estar perdido num elo temporal, o Movimento Empresa Júnior sabe para que veio e sabe aonde quer chegar. Pode parecer estranho, mas eu ouvi de um ex-Diretor de uma Empresa Júnior no Espírito Santo, a seguinte pergunta:

Ele: “Glauber, qual a missão e visão do Centro Acadêmico de Economia?”.
Eu: “Então, ..., é defender os interesses dos Alunos de Economia”.
Eu: “Mas sei lá, não tem isso muito bem definido não”.
Ele: “Acho que vocês poderiam contratar agente para ajudar vocês a fazerem isso eim?”.
Eu: “rsrsrs!”.

Nesse momento eu abri os olhos e percebi: “O movimento estudantil está desse jeito porque ele não sabe aonde quer chegar, ou ao menos tem medo de falar isso”.

Desde então comecei a correr atrás de atividades que pudessem melhorar a imagem do Centro Acadêmico de Economia e trazer cada vez mais interessados, algumas sem sucesso, outras com certo êxito (por exemplo, o site do CALECO, www.calecoufes.com) e outras impedidas por “disputas” internas e “ideologias” diferentes. Foi quando eu percebi. Está tudo errado. Na definição está escrito: “movimento policlassista”, temos que agradar gregos e troianos, é difícil? É, mas é o desafio do Movimento Estudantil.

Numa outra análise mais recente, eu finalmente consegui abrir meus olhos e perceber que o Movimento Estudantil em geral, retira um pouco o CALECO dessa, tem sim um objetivo principal, mas enganam-se quem pensa que esse objetivo é melhor desenvolver os alunos ou então promover uma melhor condição de ensino aos alunos ou outras coisas similares. O motivo principal, e posso dizer, magma é “SUPERAR O SISTEMA CAPITALISTA E IMPLANTAR O SOCIALISMO”.

Não quero usar um exemplo que eu vivi recentemente, mas o desejo de “alienar” e tornar verdade somente o que você está dizendo e mentira todo o resto não está presente somente nas mentes maléficas dos grandes capitalistas, mas também do lado “inverso” dos socialistas que pretendem implantar um mundo mais igualitário desde que algumas regrinhas, que você goste ou não, sejam cumpridas.

Eu não sou contrário ao um regime Socialista, eu nunca vivi um para isso, mas ele teve sua oportunidade durante certo tempo e fracassou. Talvez com esse novo método de Socialismo de Mercado, ala Hugo Chavez, o regime possa demonstrar mais solidez.

Mas esse não é ponto que eu quero chegar (Capitalismo VS. Socialismo) o meu questionamento é quanto ao Movimento Estudantil. Sendo o motivo magma do Movimento Estudantil igual ao exposto acima, então, é hora do movimento vestir essa camisa e mostrar para todo mundo o seu objetivo e a sua luta. Digo mais, é hora das Chapas que se candidatam a assumir as bases desse movimento apresentar isso aos seus eleitores, para que todos saibam (e que não fique camuflado por debaixo dos panos) que ao serem eleitos, eles estarão lutando para a implantação do Socialismo.

Caso insistam em deixar isso camuflado, não me venham também reclamar dos nossos santificados políticos que fazem as coisas debaixo dos panos ou em “época de férias”. Já dizia um velho ditado popular: “A que se faz a que se paga.”

Trazendo para os acontecimentos recentes, nós que fazemos Economia e vivemos o sistema Capitalista, sabemos que caso seja implantando o Passe Livre para o Estudante outra classe será penalizada (alguém vai pagar essa conta), então acho que devemos começar pelo início (pleonasmo intencional): Sou a favor do Passe Livre, em prol de uma melhor distribuição de renda, com isso a luta, a meu ver, deveria ser Passe Livre Já Para os Estudantes Carentes. Mesmo que outra classe vá pagar a conta, pelo menos, estaremos finalmente re-distribuindo a renda.

Percebemos então que o Movimento Estudantil está sim perdido, ou preso num elo temporal, pois seu motivo principal não pode ser o citado a cima, e vejo que é necessário um benchmarking com o Movimento Empresa Junior e definir uma “Visão” e uma “Missão”.

OPS, esqueci esses termos não podem ser vinculados ao Movimento Estudantil (benchmarking, visão, missão) que heresia.

domingo, 23 de janeiro de 2011

A falácia de um Movimento Estudantil

Irei começar as postagens no blog, com um tema polêmico e que tenho necessidade de expor a minha opinião: o Movimento Estudantil da UFES.

O conceito de Movimento Estudantil não é algo fechado, mas segundo o Wikipedia, o movimento estudantil pode ser caracterizado como:

O movimento estudantil é um movimento social da área da educação, no qual os sujeitos são os próprios estudantes. Caracteriza-se por ser um movimento policlassista e constantemente renovado - já que o corpo discente se renova periodicamente nas intituições de ensino.

Nesse contexto, gostaria de trazer a tona a última manifestação desse “movimento estudantil”, o Ato Contra o Aumento das Passagens de Ônibus. Note, não sou contra a manifestação contra o aumento das passagens, inclusive acho de suma importância demonstrar para a sociedade o que pensa os alunos, mas sou contrário de como é feito essa manifestação.

Não vejo como sendo a melhor maneira de discutir/debater/questionar o aumento das passagens paralisando o trânsito numa das principais ruas da cidade, Reta da Penha e Fernando Ferrari (no caso de Vitória). Esse método, que eu diria suicida, só contribui para manter a imagem ruim que o movimento estudantil tem perante a sociedade.

Além disso, essa maneira de manifestação (paralisando o trânsito) não tem o efeito desejado, que é a adesão de novas pessoas ao movimento, mas muito pelo contrário, acaba afastando essas pessoas do Ato/Manifesto/Movimento e ainda conectam a imagem do Ato com um manifesto de pessoas desocupadas que contribui para a marginalização do movimento.

Além desses contras, temos que verificar a legitimidade do Movimento Estudantil para esses tipos de atos, afinal, segundo integrantes do próprio DCE da UFES, os atos tiveram a adesão de até 200 pessoas (no melhor dia, mais cheio de todos), isso significa nem 2% do total de alunos da UFES. Porém entre essas 200 pessoas, existem algumas de outros movimentos sociais, ou seja, esse percentual é ainda menor.

Isso me leva a duas ou três grandes questionamentos:

1. Ou os estudantes da UFES não concordam com o ATO contra as passagens;

2. Ou os estudantes não concordam como ele é feito.

O terceiro eu gostaria de deixar um pouco de “lado”, pois é um pouco mais radical, que é: os alunos não “estão nem aí”, para o que está acontecendo. Nesse ponto entraremos em outra argumentação, que é: Se eles não “estão nem aí”, então esse Movimento Estudantil é para quem? A resposta eu até posso ter, mas vai ficar para outra oportunidade.

Então, a pergunta que fica na no AR é seguinte: Como fazer esses tipos de ATO?